Educação Financeira
2 de julho de 2025

Selic a 15% ao ano: onde investir com segurança em 2025

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 15% ao ano, o maior patamar desde junho de 2006. O aumento de 0,25 ponto percentual reflete a continuidade do ciclo de alta dos juros, mas especialistas apontam que o ajuste está próximo do fim. Com o cenário de juros elevados, investidores têm dúvidas sobre onde aplicar o dinheiro de forma rentável e segura.

O que significa a Selic a 15%?

  • Taxa básica de juros da economia brasileira;
  • Impacta diretamente o custo do crédito e o rendimento de investimentos;
  • Influencia o comportamento do mercado financeiro e o consumo.

A taxa Selic no patamar atual favorece investimentos em renda fixa, mas também gera desafios para o mercado acionário.

Opções recomendadas na renda fixa

Títulos prefixados

  • Preferidos por especialistas;
  • Permitem “travar” uma taxa de juros alta para o longo prazo;
  • Benefícios quando a Selic eventualmente cair no futuro.

Títulos pós-fixados

  • Indicados para quem busca menor volatilidade;
  • Ganho atrelado à Selic, sem grande expectativa de alta adicional;
  • Boa alternativa para perfis conservadores.

Títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+)

  • Recomendados para prazos longos;
  • Protegem contra a inflação e permitem ganhos reais;
  • Podem valorizar se o mercado acreditar no compromisso do Banco Central com o controle inflacionário.

CDBs, LCIs e LCAs

  • Indicados para curto prazo;
  • Rendem mais que a poupança com baixo risco;
  • LCIs e LCAs possuem isenção de Imposto de Renda.

Fundos FIDC

  • Investem em crédito para pequenas e médias empresas;
  • Possuem isenção de come-cotas;
  • Apresentam boa relação risco-retorno segundo especialistas.

Renda variável com juros altos

  • Juros elevados encarecem o crédito e pressionam o lucro das empresas;
  • Renda fixa tende a ser mais atrativa devido ao menor risco;
  • O impacto da decisão do Copom já estava precificado;
  • Mercado acionário é influenciado por incertezas fiscais, fluxo estrangeiro e cenário político até 2026.

O que dizem os especialistas

  • Cintia Senna, sócia da DSOP Educação Financeira: “Renda fixa é excelente retorno com quase nenhum risco.”
  • Laís Costa, analista da Empiricus Research: recomendação neutra para pós-fixados, foco em prefixados e Tesouro IPCA+ de longo prazo.
  • Marcos Vinícius Oliveira, economista da ZIIN Investimentos: títulos indexados à inflação podem se beneficiar da política monetária firme.
  • Angelo Belitardo, gestor da Hike Capital: fundos FIDC são boas alternativas no crédito privado.

Considerações finais

Com a Selic em 15% ao ano, a renda fixa permanece a preferência para investidores que buscam segurança e retorno consistente. A renda variável, embora menos favorecida no curto prazo, deve ser acompanhada de perto para aproveitar oportunidades quando os juros eventualmente caírem.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Fonte: Seu Crédito Digit

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